| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Passeri |
| Parvordem: | Passerida |
| Família: | Thraupidae |
| Cabanis, 1847 | |
| Subfamília: | Nemosiinae |
| Bonaparte, 1854 | |
| Espécie: | N. pileata |
A saíra-de-chapéu-preto é uma ave passeriforme da família Thraupidae. Em muitos lugares do Nordeste é conhecida como azedinho.
Seu nome científico significa: do (grego) nemos = clareira, pastagem, pasto; e do (latim) pileata, pileatum, pileatus, pileus = com pileo, com chapéu. ⇒ (Ave da) pastagem com píleo ou (ave da) clareira com chapéu.
O macho é mais colorido do que a fêmea, com o amarelo vivo do olho das aves adultas destacando-se contra o negro dominante na cabeça e lados do pescoço. Entre o olho e o bico, uma listra branca, mesma cor das partes inferiores. O dorso é cinza levemente azulado, assim como a cauda. As penas longas das asas são cinza-escuro, ocasionalmente observadas na ave pousada. Já a fêmea possui a mesma distribuição geral de cores, exceto o negro da cabeça. A íris é amarelo mais apagado, assim como o cinza das costas. Partes inferiores com tom levemente amarronzado. O bico é amarelado, enquanto no macho é cinza na base com a ponta escura.
Tem cerca de 13 centímetros e pesa aproximadamente 14 gramas. Chama a atenção pelo branco puro do loro e do lado inferior, que contrasta com o negro do píleo. Tem manto cinzento, íris e pernas amarelas. A fêmea não tem o desenho negro, tendo o seu lado inferior amarelo e mandíbula branca.
Sempre muito ativa durante as caçadas, ocasionalmente emite um chamado curto e assobiado.
Possui seis subespécies:
Predominantemente de substâncias vegetais: frutinhas (frequentemente duras) das árvores e arbustos ou de epífitas que neles vegetam, frutinhas de cipós e pedaços de frutas maiores e seu suco, folhas, botões e néctar. Se alimenta, por exemplo, dos frutos de caroba-branca (Sparattosperma leucanthum) e do tapiá ou tanheiro (Alchornea glandulosa). Sua alimentação também é formada por invertebrados apanhados na folhagem e galhos. Às vezes captura algum inseto com carapaça dura e costuma bater com o bico no tronco para matar a presa ou desmembrá-la.
A biologia reprodutiva é pouco conhecida. O ninho é construído pelo macho e fêmea e é um ninho aberto. A incubação é feita pela fêmea. A espécie põe dois ovos azulados com manchas escuras.
Os ninhos são construídos em posição elevada, usando forquilhas próximas às extremidades dos galhos. São compostos de gramíneas, pequenas raízes e cipós finos, forrados com teias de aranha e são parcialmente transparentes quando vistos por baixo (Studer et al 2021).
Vive em regiões com vegetação arbórea rala como caatinga, cerrado etc.
Também é um habitante das copas, explorando mais a parte interna da folhagem, galhos e troncos. Garras fortes permitem que pouse em galhos e troncos verticais. Macho e fêmea costumam andar juntos, raramente em grupos ou com outras aves.
É comum em vegetações arbóreas ralas, como caatingas, cerrados, florestas de galeria, capoeiras arbustivas e plantações. Na Amazônia, habita áreas mais abertas da várzea e bordas de florestas, sobretudo em ilhas e margens de rios.
Ocorre em praticamente todo o Brasil, exceto o extremo sul e o noroeste do estado do Amazonas.
Pode ser encontrada das Guianas e Venezuela através da Amazônia campestre ao nordeste e leste do Brasil até São Paulo e Rio Grande do Sul. Ocorre também na Bolívia, Paraguai e Argentina.